
A Roda do
Ano da Wicca
A
Celebração dos Festivais que compõem a Roda do Ano Wiccana
resgata uma ancestral prática de Mistérios, a qual possibilita
aos celebrantes a compreensão dos mais profundos significados de seu
simbolismo.
Sua origem é notadamente celta, como atestam os nomes de seus dois
principais festivais, Beltaine e Samhain - ou, em irlandês arcaico,
"O Fogo de Bel" e "Fim do Verão", respectivamente.
Apesar de possuírem equivalentes no calendário celta, os outros
dois festivais maiores da roda Celta receberam, na Wicca, os nomes da tradição
anglo-saxã: Lammas e Oimelc/Imbolc, ou "Festival dos Pães"
e "Lactação das Ovelhas"). Os nomes originais em irlandês
são, nessa ordem: Lughnassadh ("O Festival de Lugh") e Brigantia
("Dia de Brighid").
Basicamente, cada festival está associado a uma das quatro estações
do ano. Assim, Samhain, o Ano Novo Celta, corresponde ao Inverno, Brigantia
à Primavera, Beltaine ao Verão e Lughnassadh ao Outono. Percebemos
então que estes festivais estão associados aos ciclos da Terra.
Como complemento, temos os festivais solares (solstícios e equinócios),
perfazendo assim os oito pontos da Roda do Ano.
O estudo correto dos mitos associados a cada festival, seu simbolismo e sua
linguagem mágica, faz com que tenhamos contato com seus significados
mais profundos, trazendo assim a verdadeira compreensão dos mistérios.
Quando travamos contato íntimo com os mitos e lendas das deidades associadas
a cada festival, percebemos que não é por acaso que o deus Lugh
está associado ao período da colheita outonal - existem mil
e uma verdades a serem conhecidas por trás da vivência dos festivais.
É justamente essa magia ancestral da Roda do Ano Celta que tanto fascinou
Gerald Gardner, a ponto de fazê-lo incluir esses elementos na tradição
que apresentou com o nome de Wicca.
Claudio
Crow Quintino - 2000